Sir Geldof na Assembleia da República

Juntamente com Bono dos U2 Bob Geldof tem dedicado muito do seu tempo desde 2000 na luta pela redução da dívida externa dos países africanos.Mas a luta de Bob Geldof pela pobreza e pela fome, principalmente em África, já tem um longo percurso não tendo sido iniciada apenas no ano 2000. Em 2 e 6 de Julho de 2005, organizou o Live 8, uma série de shows que tiveram lugar nos países integrantes do G8, coincidindo com o 20º aniversário do Live Aid. Este evento destinou-se a pressionar os líderes mundiais para perdoar a dívida externa das nações mais pobres do mundo, aumentar e melhorar a ajuda e negociar regras de comércio mais justas que respeitem os interesses das nações africanas.
O vencedor do prémio “Free Your Mind” dos prémios MTV recebeu hoje em Lisboa, na Assembleia da República, o Prémio Norte-Sul 2005, atribuído pelo Conselho da Europa. Sir Geldof (por cortesia há quem lhe chame “Sir Bob Geldof” e até mesmo “Santo Bob”) salientou a responsabilidade histórica de Portugal em relação a África e a necessidade do país desempenhar um papel mais activo no combate à pobreza naquele continente.
Geldof pediu aos políticos portugueses para forçarem «os grandes da Europa a mudar as suas políticas», apesar de seremos um pais com uma economia pequena, é claro.
O músico considera, ainda, lamentável que os países europeus atribuam subsídios no valor de 2 euros por cada cabeça de gado, quando «tão perto de nós» as pessoas vivem «com um dólar [menos de um euro] por dia». Geldof é considerado “mal educado” porque não tem medo de dizer em público o que pensa, mas se todos nós pensarmos bem, neste aspecto, Sir Gelgof tem toda a razão, e é preciso consciencializar de que apesar de elas não passarem fome e terem um tecto, existem pessoas que não tiveram essa sorte.
Apesar de ter insistido «eu não quero poder», ao receber o galardão da MTV, na cerimónia dos prémios MTV Europe Music Awards, Bob Geldof não hesitou hoje em atribuir as razões da pobreza àqueles que o detêm. Na Assembleia da República o músico defendeu que a pobreza «não é natural ou normal; (...) a pobreza é política».
Fonte: cotonete.clix.pt

1 Comments:
Da maneira como escreveste parece que ele só deu realmente importância à causa africana desde 2000... algo que n é bem verdade.
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