Terça-feira, Maio 23, 2006

Finlandeses Lordi vencem Festival da Eurovisão


Este ano realizou-se o 51º Festival Eurovisão da Canção que teve lugar na Grécia. A semi-final foi no dia 18 de Maio e a final dois dias depois. O concurso teve como lugar de espectáculo o Olympic Indoor Hall de Atenas.
O próximo país a organizar o Festival Eurovisão da Canção será a Finlândia. O grupo de “heavy metal” Lordi, interpretando “ Hard rock halléluia”, passaram à frente dos restantes 23 concorrentes. Foi a primeira vez que um grupo de “heavy metal” participou e simultaneamente ganharam o festival da Eurovisão. Lordi com uma actuação diferente e ousada destronaram todos os restantes ganhando com 292 pontos. Os cinco membros dos Lordi tiveram uma actuação divertida e ousada, vestidos como personagens saídas de um filme de terror cantaram sob efeitos pirotécnicos.
Recentemente o vocalista dos Lordi afirmou que as crianças os adoravam pois aos seus olhos pareciam brinquedos.Com esta vitória a Finlândia alcança pela primeira vez o prémio do festival Eurovisão da Canção.
A previsão apontava para um sexto lugar, mas o facto é que não houve qualquer dúvida, de que os finlandeses, forma os preferidos pelos telespectadores de 38 países, incluindo Portugal.
Em segundo lugar ficou a Rússia, com o cantor Dima Bilan e em terceiro a Bósnia-Herzegovina representada por Hari Mata Hari.
Neste festival participaram num total de 37 países, incluindo Portugal que não passou a semi-final, tendo sido representado pelas Non-Stop. 14 países passaram directamente para a final, sendo apurados 10 países na semi-final. A final contou com 24 países participantes.
A Arménia participou, pela primeira vez no festival. A Áustria, a Hungria, e a Geórgia não entraram no festival. Assim como a Itália, a Eslováquia, a República Checa, o Luxemburgo, São Marino, o Vaticano, o Liechtenstein, a Sérvia e Montenegro.
Na generalidade os temas do festival da Eurovisão têm vindo a ganhar cada vez mais um carácter europeu. Isto vem-se notando pela escolha do Inglês nas suas participações, pelo menos nos refrão ou em alguns versos. Os temas já deixaram de mostrar a música do país, todos procuram uma canção europeia.

Fonte: Publico

Domingo, Maio 14, 2006

Rebeliões em prisões brasileiras provocam mais de cem vitimas


Em duas noites de ataques coordenados de gangs em São Paulo, Brasil, fizeram até ao momento 52 mortos e 53 feridos entre polícias, criminosos e civis. Ainda estão 51 rebeliões em curso à data desta notícia em cerca de vinte prisões, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária. Pelo menos cem agentes se encontram ainda reféns.

Um balanço feito pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo refere 250 policias feitos refém, sendo que seis foram mortos.

Os últimos ataques aconteceram Sábado à noite, num total de dez ataques em que resultaram a morte de três criminosos. Apesar de a polícia também ter sido atingida, não foram ainda dadas informações sobre a possibilidade de mortos ou feridos.

A polícia de São Paulo afirma que as rebeliões ocorreram na sequência da transferência de 765 presos para uma nova penitenciária e a violência foi organizada pelo grupo PCC liderado por Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido por Marcola.

O líder do gang foi entretanto transferido para uma prisão de segurança máxima após a polícia ter frustrado uma tentativa de o resgatar da cadeia. Os planos da quadrilha envolviam uma “mega-rebelião” no Dia das Mães. Foram detidos dez membros do grupo e apreendidas numerosas armas, que incluíam metralhadoras, granadas e fuzis no inicio do corrente mês.

As rebeliões têm se tornado algo comum no país, principalmente na cidade de São Paulo, devendo-se à contribuição das classes média e alta, na opinião de José Gregori, ex-ministro da justiça. “ Temos tido uma atitude burocrática contra a violência. No Brasil, 40% da violência é alimentada pelas classes média e alta, que consome drogas e faz prosperar o mercado do narcotráfico.”

Fontes: Globo Online e MSNBC (Reuters)
Imagem: Globo Online

Quinta-feira, Maio 04, 2006

Imigrantes brasileiros em Vila de Rei


Para combater a desertificação no concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, a autarca Irene Barata resolveu importar habitantes. A autarca quer deslocar 250 imigrantes brasileiros, oriundos do Maringá, para a sua aldeia de Vila de Rei, visto ser uma aldeia com a população bastante envelhecida o que se traduz numa diminuição da mão-de-obra activa. A autarca tem como objectivo ver resolvida esta situação até 2008.
Esta vinda de imigrantes brasileiros para Portugal está ao abrigo de um protocolo entre Vila de Rei e a prefeitura da cidade de Maringá. Um pouco distante da realidade do resto de Portugal em Vila de Rei não existe desemprego, tal como afirmou Irene Barata.
As famílias brasileiras escolhidas para combater esta desertificação terão garantido trabalho, escola para os filhos, e alojamento gratuito para os primeiros meses. Estes estrangeiros têm lugar assegurado em equipamentos de apoio à terceira idade ainda em construção.
É na área da restauração que se nota mais escassez, já nesta quinta-feira chegam a Lisboa quatro casais com filhos que serão logo encaminhados para a aldeia de Vila de Rei, para ocupar os primeiros lugares e começar a trabalhar neste ramo.
Irene Barata não tem medo do tempo que o processo demorará e revela que a deslocação das primeiras pessoas está a seguir os parâmetros normais. Com alguma segurança afirma que "as famílias virão por três anos com possibilidade de outros três". Findo esse período, "conforme estipula a lei, poderão optar pela dupla nacionalidade".
Visto que o Brasil tem uma elevada taxa de desemprego e um nível de vida mais baixo que o de Portugal, não faltaram interessados em atravessar o Atlântico na procura de uma vida melhor, tal como o transmitido pela a imprensa maringanense.
Segundo a autarca, Irene Barata, a população está a encarar bem a chegada dos novos moradores, “muitos dos moradores de Vila de Rei também têm família no Brasil e compreendem que, assim como fomos bem recebidos lá, também devemos receber bem quem chega”.
Outros habitantes acusam a autarca de recrutar imigrantes brasileiros, visto haver tantos desempregados portugueses à procura de emprego, mas Irene Barata salienta que
“a mais valia não passa por recrutar mão-de-obra nacional em concelhos vizinhos, porque as pessoas, por salários baixos, não mudam para cá a sua residência”.
Todos os brasileiros irão receber cursos de geriatria ministrados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Fonte: Portugal Diário
ACIME

Terça-feira, Maio 02, 2006

Novas propostas para a Segurança Social

No passado dia 27 deste mês, quinta-feira, esteve em discussão na Assembleia da República o futuro do sistema de Segurança Social. O primeiro-ministro, José Sócrates, que promete um sistema até 2050 que terá, entre outras medidas, a equivalência das pensões à esperança média de vida, a introdução da fórmula de cálculo das pensões com toda a carreira contributiva e a inscrição na lei de regras para o aumento anual das pensões.
O PSD não comentou as propostas do primeiro-ministro, o CDS-PP considerou algumas aceitáveis e elogiou-as, enquanto que o PCP, os Verdes e o BE as criticaram.
Com vista a aumentar a taxa de natalidade, e para demonstrar que ter filhos pode ser uma mais valia para o país, as famílias sem filhos virão a ser penalizadas, pois haverá uma variação moderada da taxa contributiva dos trabalhadores em função do número de filhos.
O futuro sistema de Segurança Social promete o reforço das pensões de invalidez, deficiência e das famílias monoparentais.
A reforma da Segurança Social será, segundo Sócrates, aprovada até final deste ano. Com vista a tentar estabelecer uma concordância na matéria, ainda nesta semana, Sócrates vai apresentar as suas propostas aos parceiros sociais.
Apesar do debate se centrar no tema da Segurança Social não invalidou o líder do PSD, Marques Mendes de confrontar o primeiro-ministro com o “fracasso da sua politica económica e orçamental”. Segundo Marques Mendes, Sócrates não conseguiu cumprir com nenhum compromisso assumido na sua tomada de posse.
Jerónimo de Sousa acusa o governo de ser o “fiel executor” da lei de Segurança Social proposta pelo PSD e CDS-PP.
De seguida António Pires de Lima, do CDS-PP, salientou o esforço que o governo pretende fazer para aumentar a natalidade, mas diz que as propostas apresentadas são boas noticias para os jovens mas a situação dos pensionistas será agravada.

Fonte: JN

Domingo, Abril 30, 2006

IX Jornadas de Comunicação Social na Universidade do Minho

“A Liberdade de Expressão”

Decorreu na Universidade do Minho, no novo edifício do Instituto de Ciências Sociais, as IX Jornadas de Comunicação Social, sob o tema da liberdade de expressão.

Durante todo o dia 19 de Abril, assistiram-se debates sobre várias perspectivas da liberdade de expressão, em três quadros: “A liberdade da Arte”, “Liberdade: território sem fronteiras?” e “O conflito da liberdade”.

Estiveram presentes professores desta academia e de outras universidades europeias, especialistas em direito e também convidados escritores, jornalistas e encenadores.

O quadro de abertura contou com a presença do Presidente do Instituto de Ciências Sociais, Moisés Martins, Zara Coelho, Directora do Departamento de Ciências da Comunicação, Anabela Carvalho, Directora do Curso de Comunicação Social e Hugo Torres, Presidente do GACSUM.

O segundo quadro do dia, discutindo os limites da liberdade, contou com Jonh Cawood, da Manchester Metropolitan University, Carolina Leite, directora do museu Nogueira da Silva e docente da UM, Valter Hugo Mãe, escritor e autor de “Couves & Alforrecas: Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto” e João Negreiros, encenador, dramaturgo e actor.

Jonh Cawood começou por esclarecer como as tecnologias digitais influenciam a arte e a sua liberdade, na criação reprodução massiva e manipulação – o artista perde o controlo da sua criação e o público tem agora a possibilidade de ‘completar’ as obras como desejar. Valter Hugo Mãe relatou o processo da publicação do seu livro “Couves & Alforrecas: Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto” e a polémica que tem sido gerada sobre o mesmo. Mostrou a sua oposição à dita ‘literatura light’ e à sua generalização no país. O último convidado João Negreiros, num estilo de apresentação mais informal, em oposição aos outros oradores, elucidou o público sobre o estado do teatro em Portugal.

Já no primeiro quadro da tarde, um debate moderado por Victor Ferreira, jornalista e aluno de Comunicação Social, a discussão aconteceu em torno dos limites da liberdade, começando com a intervenção de Alessandra Silveira, docente de Direito Constitucional da UM, esclarecendo que a Constituição existe para proteger os cidadãos e a sua privacidade e o trabalho dos juristas não é apenas controlar os jornalistas. Esta posição foi oposta por Nassalete Miranda, directora do jornal “Primeiro de Janeiro”, defendendo a liberdade de escolha dos editores e que os meios de comunicação são apenas os “mensageiros”, sendo que muitas vezes os protagonistas “posicionam-se para a notícia”.

Também assistiu-se à intervenção da docente Gabriela Gama, em substituição de Jorge Simões, que falou da complexidade existente na definição de liberdade, exemplificando com o ponto de vista de autores que a defendem como “de todos” e outros que afirmam ser apenas uma “ilusão das nossas possibilidades reais”.

O balanço do dia segundo a organização foi positivo, contrariando os anos anteriores com maior adesão por parte dos alunos.

Quinta-feira, Abril 13, 2006

"Foi você que pediu uma entidade reguladora?"

Nome dado pelo Dr. Lobo Xavier à sua apresentação, sobre uma possível nova entidade reguladora, na conferência realizada na Universidade do Minho, em que participou.

Universidades, política, jornalistas e grupos mediáticos estiveram representados, a passada segunda-feira, no complexo pedagógico 2 da Universidade do Minho, na conferência “Nova Entidade Reguladora no quadro da política de comunicação em Portugal” que se prolongou até ao fim da tarde.
Tendo começado às 9h 30 da manhã até à sessão de encerramento prevista para as 18h, quatro quadros de discussão à volta da temática da legislação para a Comunicação Social foram apresentados. Com a presença e participação de professores desta e de outras academias, além de jornalistas, investigadores e representantes das várias partes envolvidas, foram discutidos os vários lados da legislação, para o público, os profissionais e as empresas mediáticas.
Presentes no último quadro do dia estiveram a Dra. Estrela Serrano, jornalista e docente; a Felisbela Lopes, jornalista também e docente; Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos jornalistas e Dr. Lobo Xavier, advogado político e representante do grupo Sonae.com. O quadro abriu com as intervenções da Dra. Serrano e Felisbela Lopes, a favor de uma legislação mais específica, rigorosa e um controlo mais activo do Governo na Comunicação Social, nomeadamente na televisão. Falou-se do enfraquecimento da acção reguladora da lei na última revisão constitucional e da dificuldade de acompanhar uma sociedade em rápida mudança que se reflecte nos media. Também foi referida a questão de um maior acompanhamento e vigilância da televisão, no que concerne à programação e à necessidade de auto-regulação por parte dos canais.
Alfredo Maia falou do dos problemas dos jornalistas enquanto profissionais, da necessidade de revisão do estatuto e da requerida participação destes, defendendo a auto-regulação nas redacções. Aproveitou ainda para frisar os problemas da correcção legislativa. Contra uma entidade reguladora e a favor de mais liberdade de acção, Dr. Lobo Xavier, defendendo que o que ameaça o pluralismo na Comunicação Social não é o crescimento dos grupos mediáticos, mas as “agendas escondidas”. Assim, seria afirma ser melhor uma “regulação mínima”, sem querer que a entidade assuma competências excessivas.Seguindo a exposição das várias perpectivas, o debate procurou uma solução equilibrada,no entanto interrompido pelo tempo acabado.

Quarta-feira, Março 29, 2006

Emigrantes portugueses explusos do Canadá


No passado dia 7 de Março, o embaixador de Portugal no Canadá, João Silveira Carvalho, recebeu uma notificação do Ministério da imigração canadiana a avisar que todos os emigrantes portugueses em situação ilegal serão repatriados.
Não se sabe ao certo quantos emigrantes ilegais estarão no Canadá, mas as autoridades estimam ser mais de 300 mil, e mais de 15 mil serão repatriados, neste chamado endurecimento da politica de imigração do Canadá.
No Canadá estão mais de meio milhão de portugueses e luso descendentes legalizados, que agora, segundo Ana Bailão, emigrante em Toronto e presidente da Federação de Empresários luso-canadianos, estão num momento de “tristeza, insegurança e choque”. Ana Bailão diz que a própria economia canadiana está em causa devido aos problemas graves de mão-de-obra que se farão sentir, com o subsequente aumento do preço imobiliário e restantes desequilíbrios. Pois não podemos deixar de referir que a maior parte dos emigrantes portugueses trabalham na construção civil, sendo uma mais valia para a economia do país.
Este endurecimento da política de imigração canadiana não afecta só a comunidade portuguesa mas é sim uma problemática que absorve várias comunidades. Só no ano passado 11 mil pessoas forma deportadas entre as quais 409 eram portuguesas. O número de emigrantes portugueses repatriados pelas autoridades canadianas, entre 1993 e 2004, quase triplicou, passando de 141 pessoas para 415, respectivamente, de acordo com a informação cedida pela Embaixada de Portugal em Otava.
Os emigrantes ilegais que aos poucos vão chegando a Portugal, têm um período de tempo bastante curto para abandonarem o país, que vai desde uma semana a quinze dias no máximo, prazo este que quando atingido as próprias autoridades canadianas suportarão os gastos com a repartição, como os bilhetes de avião. A maior parte dos portugueses consideram ser uma humilhação aceitar essa ajuda e preferem ser os próprios a tratarem da sua deportação.
A presidente da Federação de Empresários luso-canadianos diz que “ esta perseguição à ilegalidade só vai fazer aumentar a precariedade e a vulnerabilidade destas pessoas”.

Fonte: DN
Portugal Diário